Descrição
O que é o Empagliflozin?
O empagliflozin é um medicamento antidiabético oral pertencente à classe dos inibidores do cotransportador sódio-glicose tipo 2 (SGLT2). Ele atua bloqueando a reabsorção de glicose nos rins, promovendo sua excreção na urina, o que ajuda a reduzir os níveis de açúcar no sangue. Comercializado sob o nome de Jardiance, foi aprovado pela FDA em 2014 e pela ANVISA no Brasil em 2016, com base em estudos clínicos extensos que demonstram sua eficácia e segurança.
De acordo com diretrizes da American Diabetes Association (ADA) e da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), o empagliflozin é recomendado como terapia adjuvante à dieta e exercícios para pacientes com diabetes mellitus tipo 2. Além disso, evidências de ensaios como o EMPA-REG OUTCOME mostram benefícios cardiovasculares, incluindo redução de eventos como infarto e AVC em pacientes com alto risco.
Indicações Terapêuticas
O empagliflozin é indicado principalmente para:
- Controle glicêmico em adultos com diabetes tipo 2, quando dieta e exercício sozinhos não são suficientes.
- Redução do risco de morte cardiovascular em pacientes com diabetes tipo 2 e doença cardiovascular estabelecida.
- Tratamento de insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida, independentemente do diabetes.
- Retardo da progressão da doença renal crônica em adultos com albuminúria.
Essas indicações são respaldadas por meta-análises publicadas no New England Journal of Medicine e relatórios da EMA (Agência Europeia de Medicamentos), que destacam sua utilidade em populações de alto risco.
Posologia e Administração
A dosagem recomendada para adultos é de 10 mg uma vez ao dia, tomada pela manhã, com ou sem alimentos. Em casos de necessidade de maior controle glicêmico, pode ser aumentada para 25 mg uma vez ao dia, sob orientação médica.
- Inicie com 10 mg e ajuste com base na resposta glicêmica e tolerância.
- Não use em crianças, pois a segurança e eficácia não foram estabelecidas.
- Em pacientes com insuficiência renal (eGFR < 45 mL/min/1,73 m²), avalie o risco-benefício; contraindicado se eGFR < 20 mL/min/1,73 m² para indicações diabéticas.
- Monitore a função renal antes e durante o tratamento, conforme guidelines da KDIGO (Kidney Disease: Improving Global Outcomes).
Para pacientes com insuficiência hepática leve a moderada, nenhuma ajuste é necessário, mas use com cautela em casos graves.
Contraindicações e Precauções
O empagliflozin é contraindicado em:
- Pacientes com hipersensibilidade conhecida ao princípio ativo ou excipientes.
- Dialise ou insuficiência renal grave (eGFR < 20 mL/min/1,73 m²) para controle glicêmico.
- Histórico de cetoacidose diabética ou em situações de risco aumentado, como infecções graves.
Precauções importantes incluem monitoramento para desidratação, devido ao efeito diurético osmótico, que pode levar a hipotensão, especialmente em idosos ou com uso de diuréticos. Evite em gravidez (categoria C pela FDA) e amamentação, pois não há dados suficientes. Estudos como o DAPA-HF trial, embora para dapagliflozin, suportam a classe SGLT2 em contextos semelhantes, mas consulte o bula oficial da ANVISA para detalhes específicos.
Interações Medicamentosas
O empagliflozin pode interagir com:
- Inibidores da bomba de prótons ou diuréticos, aumentando o risco de hipotensão.
- Insulina ou sulfonilureias, potencializando hipoglicemia; ajuste doses conforme necessário.
- Medicamentos que afetam o metabolismo UGT (como rifampicina), reduzindo sua eficácia.
Consulte um farmacêutico ou médico para interações personalizadas, baseadas em dados do Micromedex ou similar.
Efeitos Colaterais
Os efeitos adversos mais comuns (ocorrendo em >5% dos pacientes) incluem:
- Infecções geniturinárias, como candidíase vaginal ou balanite, devido ao aumento de glicose na urina.
- Aumento da micção (poliúria) e sede.
- Náuseas e tonturas.
Efeitos graves, raros (<1%), mas sérios, englobam:
- Cetoacidose euglicêmica, com sintomas como fadiga, vômitos e dor abdominal; monitore cetonas em casos de estresse.
- Infecções urinárias graves ou pielonefrite.
- Fratura óssea aumentada em alguns estudos observacionais.
- Risco de amputação de membros inferiores, embora menor que em outros SGLT2 inibidores, conforme dados do EMPRISE study.
Relate efeitos adversos à ANVISA via Notivisa. A maioria dos efeitos é gerenciável com higiene adequada e hidratação.
Benefícios Cardiorrenais
Além do controle glicêmico, o empagliflozin oferece proteção cardiovascular e renal. O estudo EMPA-REG OUTCOME demonstrou uma redução de 14% no risco de morte por causas cardiovasculares e 38% em hospitalizações por insuficiência cardíaca. Para rins, o EMPA-KIDNEY trial mostrou diminuição na progressão para diálise em 28%. Esses achados são endossados pela ESC (European Society of Cardiology) e AHA (American Heart Association), posicionando-o como terapia de primeira linha em pacientes com comorbidades.
Monitoramento e Aconselhamento ao Paciente
Durante o tratamento:
- Monitore glicemia regularmente e HbA1c a cada 3-6 meses.
- Mantenha ingestão hídrica adequada para prevenir desidratação.
- Adote medidas preventivas contra infecções geniturinárias, como higiene íntima.
- Em cirurgias ou infecções, suspenda temporariamente e gerencie glicemia com insulina se necessário.
Consulte sempre um profissional de saúde antes de iniciar ou alterar o tratamento. Este folheto é informativo e não substitui a orientação médica personalizada.
Armazenamento e Validade
Armazene em temperatura ambiente (15-30°C), protegido da luz e umidade. Validade típica é de 24-36 meses, conforme embalagem. Descarte medicamentos vencidos de forma ambientalmente responsável.






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