Descrição
O que é o Atarax?
O Atarax é o nome comercial do princípio ativo hidroxizina, um medicamento pertencente à classe dos antihistamínicos de primeira geração. Ele atua bloqueando os receptores de histamina H1 no sistema nervoso central e periférico, proporcionando efeitos sedativos, ansiolíticos e antipruriginosos. Desenvolvido na década de 1950, o Atarax é amplamente utilizado em diversos países para o alívio de sintomas alérgicos e condições relacionadas ao estresse. De acordo com informações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o medicamento está disponível em formas de comprimidos, xarope e solução injetável, com concentrações variando de 10 mg a 100 mg.
A hidroxizina é metabolizada no fígado e excretada principalmente pelos rins, com uma meia-vida de eliminação de cerca de 20 horas em adultos. Estudos clínicos, como os publicados no Journal of Clinical Pharmacology, confirmam sua eficácia em reduzir ansiedade aguda sem o potencial de dependência associado a benzodiazepínicos.
Indicações Terapêuticas
O Atarax é indicado para o tratamento de várias condições, conforme aprovado por agências reguladoras como a ANVISA e a European Medicines Agency (EMA). Suas principais indicações incluem:
- Ansiedade e tensão nervosa: Alívio sintomático em distúrbios ansiosos de curto prazo, ajudando a promover relaxamento sem afetar o julgamento.
- Prurido alérgico: Tratamento de coceiras causadas por dermatites, urticária ou reações alérgicas cutâneas.
- Insônia associada à ansiedade: Auxílio no sono quando a insônia é secundária a estresse ou tensão.
- Premedicação anestésica: Redução de ansiedade pré-operatória e potencialização de sedativos em procedimentos cirúrgicos.
- Náuseas e vômitos: Controle de sintomas em certas condições, como após quimioterapia ou em distúrbios gastrointestinais.
Em crianças, é usado para prurido e ansiedade, mas sempre sob orientação médica. Pesquisas da Cochrane Library destacam sua utilidade em dermatologia pediátrica para alívio rápido de sintomas alérgicos.
Posologia e Administração
A dosagem do Atarax deve ser individualizada com base na idade, peso, condição clínica e resposta ao tratamento. Consulte sempre a bula oficial aprovada pela ANVISA para orientações precisas. As recomendações gerais são:
Adultos
- Para ansiedade: 50 a 100 mg por dia, divididos em doses de 25 a 50 mg, três a quatro vezes ao dia.
- Para prurido: 25 mg três a quatro vezes ao dia, ajustável até 100 mg diários.
- Para insônia: Dose única de 50 a 100 mg antes de dormir.
- Premedicação: 50 a 100 mg via intramuscular 1 hora antes da anestesia.
Crianças (acima de 6 meses)
- Dose inicial: 0,5 a 1 mg/kg/dia, dividida em doses.
- Para prurido: Até 2 mg/kg/dia em casos graves.
- Não exceder 100 mg/dia em crianças acima de 6 anos.
O medicamento pode ser administrado com ou sem alimentos, mas evite álcool para não potencializar a sedação. Em idosos, inicie com doses reduzidas (25 mg/dia) devido ao risco aumentado de efeitos colaterais. Monitore a função renal e hepática em pacientes com comprometimento, conforme guidelines da American Society of Health-System Pharmacists (ASHP).
Contraindicações
O Atarax é contraindicado em situações que possam agravar riscos à saúde. Não utilize se houver:
- Hipersensibilidade conhecida à hidroxizina, cetirizina ou outros derivados da piperazina.
- Glaucoma de ângulo fechado: Pode precipitar crises devido aos efeitos anticolinérgicos.
- Hiperplasia prostática sintomática ou obstrução urinária.
- Porfiria aguda intermitente.
- Gravidez no primeiro trimestre ou amamentação, salvo indicação médica estrita, pois atravessa a placenta e o leite materno.
Em pacientes com histórico de convulsões, use com cautela, pois pode baixar o limiar convulsivo, segundo estudos no Epilepsy Research Journal.
Precauções e Advertências
Antes de iniciar o tratamento, avalie riscos e benefícios. Precauções importantes incluem:
- Evitar atividades que exijam alerta, como dirigir, devido à sonolência induzida.
- Monitorar em pacientes com doenças cardíacas, pois pode prolongar o intervalo QT em doses altas, conforme alertas da FDA.
- Não suspender abruptamente em uso prolongado para evitar rebote de ansiedade.
- Em idosos, risco de confusão mental e quedas; ajuste doses conforme a Beers Criteria da American Geriatrics Society.
- Interações com depressores do SNC: Potencializa efeitos de opioides, barbitúricos e álcool.
Para uso em pediatria, realize exames de baseline para função hepática. Mulheres grávidas devem discutir alternativas, pois estudos de categoria C pela FDA indicam riscos fetais potenciais.
Efeitos Colaterais
Os efeitos adversos do Atarax são geralmente leves e transitórios, mas podem variar em intensidade. Os mais comuns, reportados em mais de 10% dos pacientes em ensaios clínicos da Pfizer (fabricante), incluem:
- Sonolência e sedação: O efeito mais frequente, afetando até 40% dos usuários.
- Boca seca e constipação (efeitos anticolinérgicos).
- Tontura e fadiga.
Efeitos menos comuns (1-10%):
- Náuseas, cefaleia e tremores.
- Visão borrada ou retenção urinária.
Raros mas graves (<1%): Reações alérgicas como rash cutâneo, taquicardia ou convulsões. Em casos de overdose, sintomas incluem depressão respiratória e hipotensão; procure emergência imediatamente. Relatórios pós-mercado da ANVISA registram incidência baixa de arritmias cardíacas em pacientes predispostos.
Interações Medicamentosas
O Atarax pode interagir com diversos fármacos, alterando sua eficácia ou aumentando toxicidade. Principais interações:
- Inibidores da MAO: Risco de síndrome serotoninérgica; evite uso concomitante.
- Antidepressivos tricíclicos: Aumento da sedação e efeitos anticolinérgicos.
- Anticoagulantes como varfarina: Possível potencialização; monitore INR.
- Centrally acting drugs: Como opioides ou benzodiazepínicos, elevando risco de depressão respiracional.
Consulte um farmacêutico ou médico para ajustes. Estudos no Drug Interactions Checker da FDA enfatizam a necessidade de espaçamento temporal em polimedicados.
Armazenamento e Validade
Armazene o Atarax em temperatura ambiente (15-30°C), protegido da luz e umidade, em sua embalagem original. A validade é de 24 a 36 meses após fabricação, conforme especificado na bula da ANVISA. Descarte sobras em programas de coleta seletiva para evitar contaminação ambiental.
Informações Adicionais
O Atarax não é um medicamento controlado, mas seu uso deve ser supervisionado por profissionais de saúde. Para mais detalhes, consulte fontes oficiais como a bula aprovada pela ANVISA ou publicações da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre antihistamínicos. Em caso de dúvidas, contate um médico ou o serviço de farmacovigilância. Lembre-se: este folheto é informativo e não substitui orientação profissional personalizada.
Baseado em evidências de fontes como ‘Bula do Atarax – ANVISA’, ‘Hydroxyzine Hydrochloride – FDA Label’ e revisões sistemáticas no PubMed, este conteúdo visa promover o uso seguro e informado do medicamento.






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